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Vacina contra a dengue do Instituto Butantan suspensa temporariamente: saiba a que sintomas deve estar atento

Publicado em 10/06/2026 às 08:37

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a administração da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada por motivos de precaução, após terem sido registadas 42 reações adversas graves, que resultaram em três internamentos e duas mortes. As autoridades competentes estão a investigar se existe uma relação direta entre o imunizante e estes episódios.

O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, esclareceu numa entrevista à Rádio Nacional que a suspensão é uma medida puramente cautelar. O responsável sublinhou ainda que as pessoas que já foram vacinadas estão protegidas, uma vez que a eficácia do medicamento está comprovada.

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O que fazer em caso de suspeita de reação adversa?

Os cidadãos que receberam a vacina nos últimos 21 dias encontram-se no período denominado “viremia vacinal”. Nesta fase, uma forma atenuada do vírus da dengue permanece na corrente sanguínea de modo a simular a infeção de forma controlada, estimulando assim a produção de anticorpos pelo organismo.

Por esse motivo, quem foi imunizado recentemente deve vigiar o aparecimento de sintomas semelhantes aos da própria doença. Os principais sinais de alerta incluem:

  • Febre
  • Dores no corpo
  • Manchas na pele (erupções cutâneas)
  • Sinais de hemorragia (sangramento)
  • Vómitos

Se manifestar algum destes sintomas dentro do prazo indicado, a recomendação oficial é procurar imediatamente assistência numa unidade de saúde.

Quem tomou a vacina há mais de 21 dias corre perigo?

Não. De acordo com o diretor do PNI, as pessoas que ultrapassaram a barreira dos 21 dias após a vacinação estão totalmente fora de risco e devidamente protegidas contra a dengue. “As pessoas que foram vacinadas e estão bem, tendo passado o período de 21 dias, não têm com que se preocupar”, assegurou.

A vacina do Instituto Butantan apresenta uma eficácia global de 65% na prevenção da doença e reduz em mais de 80% o risco de desenvolver formas graves e de sofrer hospitalizações. Até ao final de maio, mais de 501 mil pessoas já tinham sido imunizadas através do Sistema Único de Saúde (SUS), num plano que arrancou em janeiro deste ano.

Antes de ser integrada na rede pública, a vacina foi submetida a testes rigorosos que envolveram mais de 11 mil voluntários, acompanhados ao longo de até cinco anos, tendo recebido a aprovação e autorização da Anvisa.

Nota da Redação: O MCZ1 preza pelo compromisso da informação correta. Erros? Comunique via redacao@mcz1.com.br.
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