A cena é comum nos açougues: muitos consumidores avaliam a carne não só pelo corte, mas também pela cor da gordura. A amarelada, muitas vezes, gera desconfiança e a sensação de que o produto é de qualidade inferior, enquanto a gordura branca é imediatamente associada a um padrão “melhor”. Essa crença popular, no entanto, foi desmistificada por uma nutricionista renomada, que trouxe luz sobre o assunto.
De acordo com a especialista, a coloração da gordura da carne – seja ela branca ou amarela – *não* é um indicativo direto da qualidade nutricional ou sanitária do alimento. A tonalidade amarelada, por exemplo, é frequentemente associada à alimentação do animal, especialmente quando rico em betacarotenos (presentes em pastagens verdes), ou pode indicar a idade do bovino. Longe de ser um defeito, pode até sinalizar uma dieta mais natural.
Para os consumidores, a recomendação é focar em outros aspectos para garantir uma boa escolha. O frescor da carne, sua textura, o cheiro e a procedência do corte são elementos muito mais relevantes do que a cor da gordura. O portal MCZ1 reforça a importância de se informar e fazer escolhas conscientes, desapegando-se de mitos e valorizando informações baseadas em ciência para uma alimentação mais saudável e segura.