Com investimentos que ultrapassam a casa dos milhões, a BR-349, antiga AL-101 Sul, se tornará a primeira rodovia em Alagoas a ter três vias. A obra de triplicação faz parte do maior pacote de investimentos do Governo Federal na grande Maceió, com recursos do orçamento do Ministério dos Transportes e do Programa de Manutenção de Rodovias, e consiste na criação de mais uma faixa em ambos os sentidos.
As intervenções já estão em execução, prometendo resolver gargalos históricos de trânsito, reduzir acidentes e dar um novo fôlego ao turismo e à economia do Litoral Sul. Nesta etapa inicial, os trabalhos estão concentrados em um trecho de 2,8 km, que vai da ponte Divaldo Suruagy ao entroncamento com a BR-424, na AL-101 Sul.
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A meta a longo prazo é ainda mais ambiciosa: garantir que a rodovia até a Barra de São Miguel seja 100% triplicada, em uma extensão de, aproximadamente, 23 km.

Para que a triplicação total saia do papel, o planejamento envolveu parcerias, cessões e convênios técnicos com órgãos como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), garantindo que a expansão total da malha viária ocorra de forma integrada.
Quem passa pela rodovia já percebe as primeiras movimentações, mas o trabalho começou muito antes das máquinas irem para a pista. Para garantir que a intervenção ocorra dentro da total legalidade e com o menor impacto ambiental possível, as equipes técnicas realizaram minuciosos estudos geológicos, levantamentos com agrimensores e a obtenção de todas as licenças ambientais necessárias.
Agora, o canteiro de obras ganha corpo com serviços complexos que vão muito além do asfalto novo, como a terraplenagem e pavimentação, etapa que prepara o solo para a aplicação de camadas asfálticas de alta resistência; e a drenagem, processo de implantação de sarjetas, meios-fios e sistemas de escoamento para evitar acúmulo de água na pista durante o período de chuvas.
Por fim, vem a parte da sinalização, que consiste na implantação de faixas e marcações no asfalto (sinalização horizontal) e placas e estruturas aéreas ao longo da via (sinalização vertical) para garantir a orientação e a segurança dos motoristas, especialmente no período noturno.
Mais fluidez, menos tempo no trânsito
O principal objetivo da intervenção é garantir maior mobilidade aos motoristas alagoanos, turistas e moradores da região metropolitana. Conhecida pelos congestionamentos em horários de pico e feriados prolongados, a AL-101 Sul ganhará a capacidade viária necessária para absorver a demanda crescente.
Com base nos dados consolidados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população somada dos municípios de Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel e Roteiro totaliza 87.288 habitantes.
A distribuição desse contingente por cidade mostra Marechal Deodoro como o município mais populoso do grupo, registrando 60.370 habitantes. Em seguida, aparecem a Barra de São Miguel, com 7.944 moradores, e Santa Luzia do Norte, com 6.919.
Fechando a lista, as cidades de Roteiro e Coqueiro Seco apresentam populações bastante próximas, com 6.474 e 5.581 habitantes, respectivamente. A triplicação impactará grande parte das pessoas que necessitem se locomover pela rodovia.
Conexão com o Arco Metropolitano
Para pensar a mobilidade da região Sul é preciso entender o conjunto de obras realizadas. Paralelo à triplicação, a cidade de Marechal Deodoro também se tornou um canteiro de obras para a implantação do Arco Metropolitano.
A obra interliga trechos das rodovias BR-316, BR-424 e BR-349. O traçado do projeto foi dividido em etapas estratégicas. A rota do primeiro lote (focada na BR-424) tem início no entroncamento com a AL-101 Sul, em Marechal Deodoro, nas imediações do posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv). Esse trecho inicial, com 16 km de extensão, segue até o entroncamento com a BR-316, na Chã do Pilar, uma área historicamente conhecida pela lentidão no tráfego.
O planejamento macro prevê uma segunda etapa, que estenderá a duplicação da BR-316 a partir do Pilar, passando por Satuba, até se conectar diretamente com a parte alta de Maceió, nas imediações do viaduto da antiga PRF, fechando o “Arco Metropolitano” de contorno da capital.
Fonte: aquiagoraal.com.br

