A Justiça de Alagoas determinou a prorrogação da prisão temporária de um professor, suspeito de estupro de vulnerável na cidade de Murici, na Zona da Mata alagoana. A decisão, proferida na terça-feira (19) pela juíza Paula de Goes Brito Pontes, estende a detenção por mais 30 dias.
O pedido de prorrogação foi ajuizado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). O objetivo é assegurar o prosseguimento das investigações em curso e garantir a realização de diligências importantes, como depoimentos e a coleta de provas.
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Continuidade das Investigações
Segundo o MPAL, o suspeito teria se aproveitado de sua função como professor em uma escola municipal para cometer os supostos abusos. As vítimas seriam alunas em situação de vulnerabilidade econômica.
O Ministério Público reitera que as investigações seguem em andamento. Todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para o completo esclarecimento dos fatos e a eventual responsabilização do investigado.
Percurso Judicial do Caso
A prisão temporária do professor foi decretada inicialmente em 16 de abril, sendo cumprida no mesmo dia. Contudo, em 29 de abril, a detenção foi revogada por uma decisão monocrática de um Desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).
Posteriormente, o próprio TJ/AL revogou essa decisão monocrática, determinando novamente a prisão temporária do suspeito. Com o prazo da prisão se encerrando, o MPAL solicitou a prorrogação, que agora foi concedida.
Atuação do Ministério Público e a Gravidade das Denúncias
A atuação do MPAL é fruto de uma operação conjunta. Participaram a Promotoria de Justiça de Murici e a 39ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado.
A promotora de Justiça de Murici, Ilda Regina Reis, enfatizou que as investigações prosseguem. Para o promotor Cyro Blatter, da 39ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, a ação do MPAL destaca o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes.
As investigações preliminares apontam que o professor teria cometido o tipo de crime há mais de 30 anos. Relatos de algumas vítimas indicam que elas teriam sido dopadas antes dos estupros.
Repercussão e Medidas Administrativas
A Prefeitura de Murici informou ter tomado conhecimento do caso após a prisão do professor. A administração municipal reiterou que “não compactua com a atitude” e que o caso será acompanhado para a tomada de medidas administrativas.
Até o momento, a reportagem não obteve contato com a defesa do investigado. “`


