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Lula não aceita usar evento cristão como palco político

Publicado em 05/06/2026 às 14:11

A 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada na última quinta-feira (4) em São Paulo, tornou-se palco de movimentações políticas visando as próximas eleições. O evento reuniu cerca de 33,8 mil pessoas, segundo contagem feita por inteligência artificial através de pesquisadores da USP/CEBRAP e da ONG More in Common.

O discurso no trio elétrico

Marcando forte presença, políticos e autoridades alinharam seus discursos no trio elétrico principal. O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), discursou afirmando que o país enfrenta uma “guerra espiritual”. Em tom de campanha, declarou que o evento era uma resposta para “expulsar o mal do governo” ainda este ano.

Além de Flávio, o palanque evangélico contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do prefeito da capital, Ricardo Nunes, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, além de parlamentares.

Por que Lula não foi?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu, mas justificou sua ausência diretamente ao organizador da Marcha, o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo.

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A mensagem do presidente foi repassada ao público pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que estava no trio elétrico. Segundo Lula, a decisão de não ir foi tomada para evitar que a sua presença fosse vista como uma tentativa de “tirar proveito político de uma coisa sagrada”, destacando que prefere não participar de atos religiosos em anos eleitorais.

Nota da Redação: O MCZ1 preza pelo compromisso da informação correta. Erros? Comunique via redacao@mcz1.com.br.
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