"Nunca se fez uma racionalização do gasto", diz Renan ao cobrar ações do governo federal
Publicado em 20/08/2025 às 08:59

O debate sobre o equilíbrio das contas públicas do Brasil ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (19), em uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O confronto de visões entre o presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, expôs a complexa equação que o país precisa resolver: como cortar despesas em um cenário de gastos crescentes e pressões de todos os lados.
As propostas do Legislativo: Renan Calheiros adotou um tom duro, defendendo um tripé de ações para o que chamou de "racionalização do gasto": corte de despesas, revisão de contratos governamentais e venda de ativos. Para o senador, a reavaliação de subsídios é inevitável. “Reduzir subsídios não é uma opção, é uma obrigação”, sentenciou.
O diagnóstico do Executivo: Simone Tebet, por sua vez, apresentou um diagnóstico detalhado do problema. Embora tenha garantido o cumprimento da meta constitucional de reduzir os benefícios tributários, ela demonstrou que a medida, que pode gerar R$ 20 bilhões aos cofres, é uma gota no oceano perto dos R$ 563,5 bilhões em renúncias fiscais previstas para 2024.
A ministra foi além e apontou para outros focos de despesa, como a perda de R$ 10,6 bilhões com a desoneração da folha de municípios e o impacto de decisões judiciais que criam despesas bilionárias sem fonte de custeio.
Próximos passos: O debate sinaliza que o Congresso e o Executivo terão uma longa negociação pela frente. Um passo importante pode ser dado já nesta quarta-feira (20), com a possível votação da PEC dos Precatórios no Senado, uma medida apoiada por Renan e vista como essencial para o governo atingir suas metas fiscais.