TV Gazeta AL vence Globo na justiça: Plim Plim continuará no canal 7
Por 3 votos a 2, Superior Tribunal de Justiça negou recurso da emissora carioca e determinou a manutenção do contrato com a TV Gazeta, que passa por recuperação judicial.
Publicado em 20/08/2025 às 09:23

Uma longa e tensa batalha judicial que pode redesenhar o mapa da comunicação em Alagoas teve seu capítulo mais importante nesta terça-feira (19). Por 3 votos a 2, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso da TV Globo e determinou que a emissora é obrigada a manter o contrato de afiliação com a TV Gazeta de Alagoas, empresa ligada ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.
A decisão representa uma vitória contundente para a Organização Arnon de Mello (OAM) e uma derrota significativa para a Globo, que tentava romper o vínculo de quase 50 anos para fechar com um novo parceiro no estado.
A redação do MCZ1 apurou que a questão central que definiu o julgamento foi o processo de recuperação judicial da TV Gazeta, iniciado em 2019. A defesa da emissora alagoana argumentou que o rompimento do contrato com a Globo, que representa a quase totalidade de seu faturamento, levaria a empresa à falência imediata, prejudicando o pagamento de credores e resultando em centenas de demissões.
Este argumento foi acatado pela maioria dos ministros, incluindo o voto decisivo do ministro alagoano Humberto Martins, que defendeu a manutenção do contrato para garantir um "ambiente comercial e social saudável".
O Histórico da Briga
A TV Globo tentava rescindir o contrato alegando que os escândalos de corrupção envolvendo Fernando Collor, nos quais o STF (Supremo Tribunal Federal) apontou o uso da emissora para recebimento de propina, ferem as regras de compliance e mancham a imagem da marca Globo. Em sua defesa no STJ, o advogado da emissora carioca afirmou que "o principal executivo da TV Gazeta foi condenado pelo STF. [...] Ofende à Globo e qualquer regra de livre associação".
Com a derrota no STJ, os planos da Globo de substituir a TV Gazeta pelo Grupo Asa Branca, de Pernambuco, que já operava em Alagoas retransmitindo o Canal Futura, ficam suspensos. A decisão desta terça-feira não permite novos recursos, forçando a manutenção da parceria entre as duas emissoras pelos próximos anos e encerrando, por ora, a mais tensa disputa do mercado televisivo alagoano.