Política

Governo perde batalha no Congresso: Alta do IOF que afetaria empréstimos e compras é barrada

Por Medida rejeitada pelos senadores encareceria operações de crédito, câmbio e compras no cartão; consumidor escapa de nova alta no imposto.
Publicado em 26/06/2025 às 08:04
Governo perde batalha no Congresso: Alta do IOF que afetaria empréstimos e compras é barrada

Uma importante decisão tomada em Brasília nesta quarta-feira (25) vai trazer um alívio para o bolso dos brasileiros. O Senado Federal barrou a tentativa do governo de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), consolidando uma significativa derrota política para a equipe econômica do presidente Lula.

A medida, se tivesse passado, deixaria mais caras operações de crédito, câmbio, seguros e compras no cartão de crédito.

A redação do MCZ1 apurou os detalhes da votação. O governo havia editado a medida no final de maio, com o objetivo de arrecadar cerca de R$ 20 bilhões para tentar fechar as contas públicas e cumprir a meta de déficit zero. A proposta, no entanto, foi recebida com forte reação negativa por parte do Congresso e do mercado.

A pressão foi tanta que, mesmo antes da votação, o governo já havia recuado parcialmente. Mesmo assim, os senadores decidiram derrubar completamente o aumento, argumentando que a conta seria paga pelo cidadão comum e pelas empresas, encarecendo o crédito e freando a economia.

 

O que muda na sua vida?

 

A equipe do MCZ1 te explica o impacto prático dessa decisão:

  • Empréstimos e financiamentos: Não ficarão mais caros por causa deste imposto.

  • Compras no cartão de crédito: A fatura não terá um acréscimo de IOF.

  • Operações de câmbio e seguros: Também não sofrerão o reajuste.

Com a derrubada, o governo agora busca alternativas para aumentar a arrecadação, e o foco se volta para a taxação de investimentos isentos e de apostas esportivas, os chamados "bets", que devem ter a alíquota de imposto elevada de 12% para 18%.

O episódio mostra a força do Congresso em barrar medidas impopulares e acende um sinal de alerta para o governo, que terá mais dificuldade para aprovar aumentos de impostos.