Política

PF cumpre busca e apreensão contra Malafaia, e STF proíbe pastor de deixar o Brasil

Por G1
Publicado em 20/08/2025 às 21:32
PF cumpre busca e apreensão contra Malafaia, e STF proíbe pastor de deixar o Brasil

A situação jurídica do pastor Silas Malafaia, principal aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, se complicou drasticamente no decorrer desta quarta-feira (20). Além de ter sido alvo de condução coercitiva, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o líder religioso. A pedido da PF, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou medidas cautelares severas: Malafaia está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados, incluindo a família Bolsonaro.

A redação do MCZ1 apurou que a ação de busca e apreensão ocorreu no início da noite, quando o pastor desembarcava de um voo vindo de Lisboa, Portugal, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Agentes federais o abordaram na chegada, apreenderam seu passaporte e aparelhos celulares.

As Razões do STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da própria PF. Os investigadores apontam "fortes evidências" de que Malafaia atua ativamente na "construção de uma campanha criminosa orquestrada", com o objetivo de atacar ministros do STF e coagir o sistema de Justiça através de milícias digitais.

Relatórios da PF, baseados em trocas de mensagens, indicam que o pastor orientava Jair Bolsonaro sobre como agir para pressionar as instituições, definindo estratégias e difundindo narrativas para atrapalhar as investigações. Em um dos trechos, Malafaia teria instruído Bolsonaro a "viralizar" vídeos para pressionar o STF por uma anistia.

Recapitulando o Dia

A escalada contra Malafaia é o capítulo mais recente de um dia sísmico em Brasília, que começou com a notícia do indiciamento de Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, pelo crime de obstrução de justiça no mesmo inquérito. Com as novas medidas, o STF aperta o cerco contra o núcleo mais próximo do ex-presidente, buscando impedir a continuação do que os investigadores consideram ser uma campanha de desinformação e ataques às instituições.